Às vezes eu desejo nunca ter te conhecido
Nunca ter provado o doce amargo de teus lábios
E me embriagado em teus sussurros mesquinhos
Espalhei-me sem pudor entre teus passos
E colhi entre lágrimas os teus carinhos
Agora perdida entre lembranças me desfaço
Melodia destoada de um cavaquinho
Nunca ter provado o doce amargo de teus lábios
E me embriagado em teus sussurros mesquinhos
Espalhei-me sem pudor entre teus passos
E colhi entre lágrimas os teus carinhos
Agora perdida entre lembranças me desfaço
Melodia destoada de um cavaquinho
Por vezes encontro-me novamente em ti
Para em um novo ciclo esquecer
Tudo aquilo que mais prezo em mim
E, assim, de amor, me refazer
Solta, louca, rouca
Afogo-me em sensações
Meus gritos abafados pelo silêncio
E minhas palavras negadas por ações
Corro em um universo infinito
Sempre atraída de volta
Sem objeções
Mas de cores me faço
Ainda sem ter aquela para chamar de minha
Não me nego teu abraço
Ou sossego em seguir sozinha
Sorrio para o azul que me aguarda
Ainda em lágrimas pelo verde que me desfazia
Numa esquina, um amarelo me agrada
Em outra, sinto-me vazia
Tingida, fujo novamente
Engano-me ao procurar o que já encontrei
De meias verdades me completo
Proclamando palavras que já nem sei
Sigo o desconhecido que me acalenta
Jurando voltar para o que um dia abandonei
Ainda assim, as promessas eu dispenso
Nelas só encontrei dor
Esperanças vazias que não me contentam
Lembrando-me que ainda não sei quem sou
Aqui não me cabe nenhum espaço
E me atiro no escuro que me encontrou
O destino me leva em seus braços
Mas quem sabe um dia retorno
Para o grande amor

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